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Posted on 10/abril/2019 in Colaboradores

Três pontos nos 100 dias do novo governo

Três pontos nos 100 dias do novo governo

A coluna Três pontos de hoje trás destaque dos cem dias do novo governo, apontando algumas peculiaridades deste curto período.

1 – Equipe de governo

Segundo a filosofia deste novo governo os  cargos de Ministros e demais assessorias serão preenchidos com profissionais de perfil técnico relativos a sua área de atuação. Isso coloca uma ideia que nenhum cargo será preenchido por interesses políticos. Até ai tudo bem, e vamos ser justos, tava na hora de parar com a mania do Toma lá da cá.

E vamos dar uma chance para que acerte esses profissionais, por que não é uma tradição do país, não existe uma rotina de profissionais em cargos técnicos. Talvez por isso temos o record de 2 demissões de ministro em 100 dias no primeiro mandato, Bebiano pela confusão com os filhos do presidente e Vélez por mérito próprio. O presidente da Embratur também abandonou o barco no segundo mês e mais de 10 cargos do alto escalão do MEC também se demitiu, destacando para o caso de Ionele Lima que foi demitida antes de assumir.

Alguns dos novos técnicos da equipe destacam-se por seu histórico e trabalho como o ex juiz Sérgio Moro que está na luta para aprovar o seu projeto de lei para a Segurança. Outros que tinham destaque anterior como o astronauta Marcos Pontes que depois que assumiram, sumiram (desculpa o trocadilho). Alguns surpreenderam pois a impopularidade anterior ao cargo mudou conforme o trabalho como Paulo Guedes da Economia e Ricardo Sales do meio ambiente, que andaram conquistando alguns simpatizantes. Outros que assumiram sob protestos como
Infraestrutura – Tarcísio Gomes de Freitas e Saúde – Luiz Henrique Mandetta, um pela ligação com o governo anterior e outro que responde a processos. E pra finalizar os mais polêmicos como Véles da Educação e Damares Alves, aquela da goiabeira, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. que tem ideias incrivelmente retrogradas como a definição de cores para crianças e que mulher deve ser submissa ao marido. Recentemente a ministra da Agricultura – Tereza Cristina, entrou para o hall das polêmicas que aposta na manga para não passar fome.

Baseado neste primeiro período podemos esperar, mais polemica, mais demissões e quem sabe mais técnicos. viva a diversidade.

2 – Viagens internacionais.

Outro diferencial deste novo governo é o numero de viagens e o tempo fora do país que o presidente ficou nos primeiros 100 dias. Outros presidentes nem saíram do país neste período, e é comum os gestores recém empoçados não se ausentar no primeiro momento em que assumem um cargo. Mas ai dizer que seria um padrão, não tem como. Cada um faz da forma que achar melhor.

Este governo optou por viagens a Davos, USA, Chile e Israel. Viagens que mostraram sérios problemas de comunicação do novo presidente, que já era notado aqui em sua dificuldade de conversar, formular ideias, e optar por uma ofensa ou xingamento. Mas como aqui quando ele fazia isto ao invés de notarem o problema ele era chamado de mito, tocou-se o barco. Até fazendo escola, hoje em dia qualquer resposta mal educada, ofensiva e muitas vezes sem o menor sentido com a questão perguntada, virou “mitar”. Uma conjugação do não verbo mito. Pior que não dá pra falar nada, pois parece tradição do presidente da nação ser um assassino da nassa língua.

Como os três pontos está resumindo os 100 dias vamos resumir as viagens feitas neste período com bons passeios que o presidente fez. Ao menos pra ele deve ter sido bom.

3 – Dificuldades executivas.

Esses 100 dias também pode ser marcado pelas dificuldades que o atual governo enfrenta. Sejamos justos pois algumas promessas de campanha ele já colocou em prática, como a liberação das armas, ( que os advogados estão comemorando, pois se o bandido for assaltar um cidadão com arma e o cidadão revidar, mas o bandido matar o cidadão, o bandido pode alegar legitima defesa, já que o cidadão atentou contra ele, amenizando o seu delito, faca de dois gumes), a ampliação da validade da carteira de habilitação e mais alguns detalhes que tem um certo valor muito mais para a figura do presidente que realmente para a nação.

Mas a dificuldades superam os feitos. A difícil relação com o congresso é um destaque, que o presidente que adora uma rede social, manifestando constantemente como se fosse um comentarista de meme, provoca reações mais diversas nos brasileiros. Mais publicações que muita celebridade, visto que celebridade necessita de evidência, ele utiliza como meio de comunicação, esquecendo que poderia fazer pronunciamentos oficiais, que de certa forma, dá uma maior clareza e credibilidade. Tudo bem que a ultima president(E) Dilma, teve problema com panelas, mas foi um caso a parte. Sua credibilidade estava na lama. Mas acredito que o povo necessite de informações com credibilidade, e posts em redes sociais todo mundo sabe que não dá pra confiar, precisa falar o que pretende e dar mais confiança ao povo.

A terceira e ultima dificuldade que vai minando a sua credibilidade, conforme analises que apontam declínio no nível de confiança do atual governo em tão pouco tempo, é a situação atual do país que vai de mal a pior. Desemprego, 62 milhões de inadimplentes e sem a menos condição de começar a colocar a vida em dia e 21% da população a baixo da linha da pobreza. Esse quadro tem que começar a reverter. Nada é culpa do novo governo. Que isso fique bem claro. Mas ele pediu para ser eleito, fez campanha, prometeu, se ofereceu para mudar isso. Então cabe cobrar para olhar essa população que mendiga atenção, por que emprego antes de tudo, trás a dignidade. Isso não tem dinheiro que compre, pois só se conquista com trabalho. E trabalho é o que não temos.

 

Anselmo Duarte
Psicanalista, Escritor, Jornalista, Palestrante e Engenheiro.
Autor de livros de auto ajuda e Romances policiais, atuante em palestras na busca do autoconhecimento e da valorização da saúde mental
https://www.facebook.com/anselmoduartepsic/
anselmoduarte.com

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